5 de novembro de 2013

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O que esperar das Redes Sociais no Futuro?

Esse meu artigo também foi publicado no Hôtelier News. Clique AQUI.
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Facebook isn’t cool anymore!”
Com essa frase, Mark Zuckerberg  abriu uma entrevista mês passado.
Mas o CEO também alegou que não está tentando ser legal, e que esse nunca foi o objetivo.
Na verdade, ele estava tentando rebater os comentários de que a rede social já não atrai mais os usuários mais novos.
Em estudo recente, a Pew Research listou alguns dos motivos pelos quais os jovens estão se cansando do Facebook e procurando alternativas:

  • ·     Muito drama e stress nas postagens.
  • ·     Seus pais envolvidos no mesmo ambiente dos amigos.
  • ·     Falta de privacidade.
  • ·     Demanda publicitária.

Posso incluir mais um item nessa lista?
·    Bate papo pessoal na timeline alheia. Isso é uma rede social e não uma conversa familiar. Para isso, existe o Whatsapp (ótimo, por sinal) ou mesmo as mensagens diretas do próprio Facebook.
Mas a fuga dos jovens tem um impacto bem maior. Muitos investidores também começaram a cansar da rede.
Já sua eficiência na área corporativa divide opiniões:
Contra: Não é um lugar para comunicações profissionais corporativas. Sempre foi e continuará a ser um lugar para se divertir.
A Favor: É uma plataforma maravilhosa para anunciar seu negócio, alcançar novos clientes e oferecer um excelente serviço ao cliente (concordo, desde que seus clientes estejam na rede, e você esteja disposto a investir os recursos necessários para criar e manter um perfil ativo).
Realmente o Facebook perdeu um pouco do entusiasmo de 2011, época dos milhares de posts “RIP Orkut”. Mas lembrem-se que o Instagram também é do grupo, e ele está crescendo rapidamente. Portanto, tanto em engajamento quanto em share, “Zuck” continua sendo the boss, e acabou de aumentar sua fortuna de U$ 2,3 em 2012 para U$ 3,8 bilhões ao ano. Só lembrando: ele tem 29 anos.
Também é preciso levar em consideração alguns fatos listados pela Forbes:
  • É administrado por pessoas incrivelmente inteligentes
  • Continua inovando para tornar a experiência melhor no mobile e gerar mais receita publicitária sem ser invasivo.
  • Facebook tem 1,2 bilhão de usuários (número atualizado de 06/10/2013). A nova meta de Zuckerberg é atingir 5 bilhões. Detalhe: O Banco Mundial já informou que 4,5 dos 7 bilhões de habitantes do planeta não tem acesso à internet.
  • Compra constante de tecnologias-chave, como o reconhecimento de voz, acesso gratuito
    à rede (sem plano de dados), e pagamento móvel (para competir com o PayPal).

Em resumo, o Facebook ainda tem vida longa, mas todos os grandes especialistas afirmam que 2012 foi seu ano de ouro e, daqui pra frente, sua influência vai diminuir.
O jornal The Guardian relatou, em abril desse ano, uma queda de 4% à 4,5% no crescimento do Facebook nos Estados Unidos e Inglaterra, primeiros países a incorporar a plataforma. Zuckerberg nega.
Mas o que representa esse tédio mundial sobre o futuro do Facebook?
Haverá mesmo uma bolha das redes sociais?
Vejam a linha vermelha no gráfico abaixo:
Veja o (possível) futuro das redes mais conhecidas:
YouTube – Continuará como o mais poderoso site de vídeos. Vimeo é bom, mas está muito atrás.  Entretanto, o sucesso não será o mesmo para o Google (dono do YouTube). Steve Jobs já previu que os aplicativos substituiriam as buscas, e é exatamente o que está acontecendo.
Facebook – Ainda tem muitos anos de vida e pode se envolver com o restante das redes sociais do mundo.
Twitter – Precisa urgente de upgrade e inovação. No Brasil, pode estar em queda, mas acabou de ultrapassar o Facebook, pela primeira vez, nos Estados Unidos.
Instagram – Melhor rede social de imagens. O uso de hashtags e a conectividade com várias outras redes faz dele o queridinho do momento. Especialistas americanos apostam em uma nova plataforma chamada “Tweetagram” (Twitter + Instagram)
Google+ – Apesar da grife “Google”, ainda não conseguiu relevância no 1º escalão das redes sociais. Tem um futuro não muito promissor.
Pinterest – Parece que o mundo masculino não gostou muito do toque feminino da rede. Ok, a maioria (80%) dos usuários são mulheres e você se perde entre tantos looks, makes, cupcakes, unhas com o último lançamento de esmalte da Chanel, e a enxurrada de frases de autoajuda.  Por ser “too girly”, talvez não “pegue”.
LinkedIn – Sempre lá, firme, forte, consistente. Não há concorrência para ele. Já se fala até na possibilidade do LinkedIn dominar as outras redes no futuro.
Em resumo, todos concordam com Ryan Holmes, CEO do Hootsuite  (site de gestão de redes sociais), quando afirmou para a Forbes em Setembro passado: “O Futuro das Redes Sociais? Esqueçam os Estados Unidos e Europa (saturados). China não crescerá com tantas restrições. Índia ainda está nos primeiros estágios da revolução digital. Olhem para o Brasil!”
Deu para notar que as plataformas sociais vão continuar fazendo parte do budget de 2014 de muitas empresas, pois ainda temos fôlego suficiente por aqui.

E você? O que acha de tudo isso?

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