O Futuro dos Hotéis de Luxo

No competitivo segmento de luxo, os hotéis precisam se atualizar constantemente para atender a exigência dos seus clientes.

Atualmente, quem está na frente são aqueles que conseguem encontrar o equilíbrio entre inovação, tecnologia, personalização, e ainda manter o ‘toque pessoal’.

É impossível ignorar a tecnologia, e sabemos que alguns amenities futuristas ajudam a tangibilizar o luxo, compondo o conjunto lucrativo de experiência.

O estudo ‘Hotel 2020’ da Amadeus, revela que as 3 características do hóspede de hoje e do futuro são: Conectado, Informado e Único.

Nessa era de mudanças sem precedentes, as marcas que não reconhecem e respondem rapidamente, ficam para trás da concorrência de forma permanente.

Mas importante entender que inovação não se restringe à tecnologia.

Claro que se hospedar nos hotéis Marriott e poder assistir a ‘sua’ Netflix na TV é uma experiência interessante. Assim como fazer o check in pelo seu smartphone, ou checar o clima, notícias e resultados esportivos no smart mirror (touch screen) nos banheiros das propriedades Starwood. Os aplicativos que disponibilizam serviços de Concierge também já são sucesso entre os hóspedes das redes Ritz-Carlton, Starwood, Marriott e Four Seasons.

Então, a pergunta que fica é: Resta espaço para a Hospitalidade?

Captura de Tela 2015-07-28 às 18.39.12Fonte: homepage do Hotel Crillon de Paris

Luc Delafosse, que começou sua carreira no Savoy (Londres), e chegou a Gerente Geral Burl Al Arab (Dubai) e Hotel de Crillon (Paris), afirma que hospitalidade vem do coração, é algo humano. Mas como hoteleiro, tenho que me adaptar continuamente às necessidades dos clientes e às estruturas operacionais.’
Sobre a reforma do Crillon, ele é taxativo: “adicionamos modernidade, mantendo sua alma.” Frase perfeita para um hotel de luxo.

Mas tirando toda a importância de olhar para o futuro, o essencial continua sendo ouvir o cliente. Exemplo disso é a descoberta de algumas das melhores cias. aéreas do mundo, que a maioria dos executivos que viajam de primeira classe não gostam de cabines fechadas pela sensação claustrofóbica associada a elas. Entretanto, exigem espaço e uma certa privacidade, mas sem limitar possíveis interações e visualização do ambiente.

E aqueles hóspedes que querem ‘desligar’?
Outra pesquisa realizada pelo BCG (Boston Consulting Group) afirma que 51% dos consumidores de luxo estão agora à procura de novas maneiras de desligar, desacelerar, contemplar e apreciar.

Assim, enquanto alguns hotéis estão acelerando para o futuro, outros negócios de luxo experimentam o oposto, inclinando-se para conceitos mais tradicionais, inspirando o cliente a buscar a serenidade. E não ache que isso só acontece naquele resort boutique à beira mar. Hotéis corporativos em grandes metrópoles também tem gostado da ideia.

Muitos deles estão buscando oferecer uma trégua de um mundo conectado, artificial, acelerado e que vive em torno do relógio.

Uma coisa é certa, onde quer que hotéis de luxo escolham inovar, tudo deve girar em torno da personalização, onde o hóspede tem o poder de escolha sobre quase todos os aspectos da sua experiência.

E se você trabalha em um hotel de luxo, veja a última dica de Delafosse:Aprenda a ouvir, entender o ambiente e a mensagem que o cliente quer passar.

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Esse meu artigo também foi publicado no Hôtelier News. Clique AQUI.

Palestrante e Diretora da GO Associados, especializada em Capacitação de Pessoas, Excelência em Serviços, Marketing, Gestão do Luxo, Turismo e Hospitalidade. Gabriela atuou por 20 anos em reconhecidas multinacionais.